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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Autocombustão - O que é?

Autocombustão é um acontecimento raro mas que pode acontecer com qualquer carro com motor Diesel.

O que é então a autocombustão?

A autocombustão é um acontecimento raro mas que pode acontecer com qualquer carro com motor diesel e é consequência de uma falha mecânica, maioritariamente por avaria ou defeito do Turbo, e acontece quando o óleo do motor entra no circuito de admissão obrigando o motor a queimar o óleo do motor como se fosse o combustível.
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Sendo uma acção provocada por falha ou avaria não é controlada e por isso o motor irá acelerar até ao regime máximo de rotações até o óleo ser totalmente consumido altura em que o motor gripa ou parte.

Contrariamente aos motores a gasolina em que é necessária uma faísca para provocar a combustão, nos motores Diesel o ar é comprimido e ao ser injectado o Diesel dá-se a combustão. Por esta razão, o rodar a chave na tentativa de parar o motor, embora seja o mais instintivo, não é suficiente para evitar que a autocombustão continue uma vez que o combustão não depende da ignição.
O que fazer para tentar parar a autocombustão?

Numa situação destas dever-se-à manter a calma, parar o carro se o mesmo acontecer em andamento, e dentro dos cerca de 2 a 3 minutos que demorará o processo de autocombustão tentar abafar o motor de uma das seguintes formas:
-  Dentro do carro carregar no pedal da embraiagem e por a mudança mais alta possível. puxar o travão de mão e carregar no travão a fundo. Em seguida largar o pedal da embraiagem  num único movimento o mais rápido possível.
- Tapar a entrada de ar do motor, o que implica abrir o capot, onde está o motor a trabalhar a alta rotação,  e com um pano ou uma peça de roupa, tentar tapar a entrada de ar para o motor.

Se uma das soluções funcionar é possível que apenas se tenha estragado o Turbo e mais algumas outras coisas. Caso contrário, se o motor continuar a autoconsumir óleo, deve manter-se a uma distância segura do carro e deixar o processo terminar. 
No final terá uma conta avultada na oficina!

O que fazer para diminuir o risco da autocombustão?
Uma manutenção atempada e cuidada, seguindo as recomendações da marca são a melhor forma de evitar problemas como a autocombustão

Joao Carreira
#reduTToras
facebook/reduTToras

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Substituição Régua Injectores DEF/DISCO TD5

Um problema comum nos modelos Defender e Discovery TD5 é a régua da cablagem dos injectores dentro do motor, que poderá permitir a passagem de óleo até à centralina de gestão do motor, causando alguns problemas como dificuldades a pegar, falhas ou aspereza no funcionamento do motor e perca de rendimento ou performance.
Um primeiro diagnóstico será verificar na ficha vermelha da centralina a existência de óleo.  Se houver vestígios proceder à limpeza da mesma com um produto adequado, deixar secar bem e voltar a ligar. No limite, e se a situação for persistente poderá ser necessário proceder à troca da cablagem principal d motor, entre o motor e a centralina.
Foi isto que aconteceu ao nosso Defender há alguns anos atrás em que além da cablagem foi trocada também a própria centralina por uma mais recente e reprogramável.
Passados alguns anos, numa mera inspecção de rotina verifiquei que a ficha da régua dos injectores que liga à cablagem principal no topo do motor estava danificada, ressequida dos anos e ligeiramente solta sendo necessária a troca para evitar um dia ficar parado na estrada. Um sintoma detectado era apenas um ralenti por vezes irregular.

A troca é relativamente simples, mesmo para alguém com noções básicas de mecânica, não demorando mais que 1 hora para a executar.

A régua dos injectores tem a referência AMR6103 e é por todas as razões aconselhada a montagem de uma genuína da Land Rover (+/-  80€). Seria também recomendado trocar a junta em borracha da tampa das válvulas (+/- 30€) mas optei por deixar a mesma, sendo que se posteriormente se notassem vestígios de óleo na mesma então faria a troca.
Depois de retirar a tampa acústica que cobre o motor (3 x 13mm) tem-se acesso à tampa das válvulas do motor. De forma a faciliar o trabalho posterior retirar também a tampa acústica que fica na vertical e na parte traseira do motor (2 x 8mm). Remover o clip do respirador no topo da tampa com a ajuda de um alicate e desapertar os parafusos (13 x 8mm)  que apertam a tampa ao motor tendo em atenção para não perder as anilhas e casquilhos de borracha. Optei por memorizar a posição de cada um deles para posterior colocação na mesma posição.

 
A régua da cablagem dos injectores fica assim visível do lado esquerdo do motor. Desligar cada uma das fichas dos 5 injectores pressionando a mola e puxar o conector. Por fim soltar a ficha redonda que sai para fora do motor para a ligação à cablagem principal; quando estiver solta a régua fica livre para retirar sem pressões. 
 
 
 
Limpar cuidadosamente os conectores no topo de cada injector e só depois colocar a nova régua. Proceder então de forma inversa e colocar a nova régua, garantindo que os 5 conectores nos injectores ficam correctamente encaixados.
Antes de colocar e apertar de forma definitiva a tampa das válvulas limpar também de forma cuidadosa a face da cabeça do motor onde irá assentar a junta da tampa. Ter atenção para que não entre qualquer impureza para dentro do motor. Verificar também se a junta (nova ou não) está bem colocada e se não está trilhada ou fora do sitio correcto, em especial na parte posterior e anterior do motor.

Depois de colocada e apertada a tampa das válvulas (9 NM), ligar o conector exterior da régua à cablagem do motor (ficha redonda) e recolocar o respiro do motor novamente no local. Por fim, voltar a colocar as tampas acústicas no motor.

Verificar se o motor trabalha de forma regular e sem problemas!

Se for o caso é sinal que o trabalho foi bem feito!

João Carreira


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O que é o Filtro de Partículas ou DPF?

O que é um Filtro de Partículas, ou DPF?

Ao contrário dos carros a gasolina, os motores diesel libertam também partículas nocivas e pesadas, que  poluem e prejudicam o meio ambiente.
Foi introduzido então nos veículos com motores diesel um filtro de partículas DPF (Diesel Particules Filter), que é um dispositivo, normalmente cerâmico, idêntico a uma tradicional panela de escape, mas que retém as partículas mais pesadas (basicamente carvão), impedindo  que as mesmas sejam libertadas para o meio ambiente. 
A retenção dessas partículas pelo filtro faz com que um processo de limpeza, designado de Regeneração, seja utilizado de forma a impedir que o mesmo fique cheio e obstruído, impedindo o fluxo de saída dos gases.

Como as partículas acumuladas são basicamente carvão, este pode ser incinerado elevando a temperatura do filtro a temperaturas próximas dos 600ºC, e por um período de tempo que permita a queima total do material.
Existem 3 tipos de regeneração:
  • Espontânea: sempre que numa utilização normal da viatura o filtro atinja os 600º as partículas serão incineradas e o filtro limpo. Esta é a situação ideal e ocorre em viagens de médio, longo percurso 

  • Dinâmica: é o carro, ou o seu sistema electrónico que inicia uma regeneração ao introduzir mais combustivel no sistema de injecção de forma a que sejam atingidos os 600º que permitam a regeneração. Iniciado o processo o condutor é normalmente avisado através de uma luz no painel de instrumentos e deverá respeitar a indicação não desligando ou parando o carro. Caso o faça ou o ciclo de regeneração ocorra em circuitos curtos ou citadinos poderão ocorrer ciclos repetidos de regeneração  incompletos, danificando o filtro a médio prazo. 

  • Forçada ou de serviço: quando o filtro por falta de regenerações eficazes atinge o limite de capacidade e terá de ter intervenção profissional que pode implicar a substituição do mesmo.
De forma a prolongar a vida útil de um filtro de partículas é importante que sejam respeitadas as regenerações dinâmicas, evitar circuitos constantes de curta distância e duração. Se usar o seu carro diesel constantemente em circuitos curtos e rápidos  são aconselhadas  deslocações  regulares de maior distância e de maior duração, 20-30 min, a uma rotação de motor mais elevada de forma a conseguir uma temperatura também mais alta e uma regeneração eficaz.

João Carreira

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Tampa radiador Series III

O Série levou mais um pequeno mimo embora seja algo imprescindível.
No outro dia ao verificar os níveis nomeadamente o do líquido de refrigeração no radiador fiquei com duas meias tampas na mão!

João Carreira

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Travão de mão Series III - Reparação

O travão de mão do nosso série deixou de trancar quando puxado. O dentado não agarrava e por força da mola a alavanca descia à posição de descanso e o série não ficava travado.

Depois de desmontar e limpar a parte mecânica verifiquei que havia um enorme desgaste provocado por 40 anos de uso do travão de mão.





A opção por comprar apenas a peça desgastada custou pouco mais de 20€, Peça genuina "New Old Stock" com o partnumber 50235.
O desgaste entre a peça velha e a nova é evidente.





Depois de montado ficou como novo!

João Carreira


terça-feira, 15 de julho de 2014

Land Rover Series Front Door Check Rod P/N 395538 - Parte 2

Se há pouco mais de 6 meses tinha conseguido trocar o tirante da porta direita por um original NOS a procura por um segundo igualmente novo e original não foi fácil.

Por isso e porque o tirante faz alguma falta para abrir a porta em segurança acabei por adquirir um par de tirantes usados e em bom estado por pouco mais de 10€. Nada mal! E ainda sobra um tirante caso haja imprevistos brevemente.



João Carreira

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Manutenção Caseira Land Rover Series - Parte 2

Esta segunda ronda de manutenção caseira ao Série consistiu numa verificação ao sistema de travagem. Land Rover "no ar" com a ajuda de 4 preguiças, rodas e tambores tirados e iniciam-se as verificações: desgaste das maxilas, montagem e apertos das mesmas, fugas e infiltrações de óleo...

 
 
 

Não se detectou nada de anormal. Aproveitando o Série estar mais elevado e verifiquei os  níveis das caixas e diferenciais. Próximo passo: repôr níveis da caixas pois estão abaixo do esperado. As manchas nos cartões no chão não deixam enganar!


 João Carreira

domingo, 6 de abril de 2014

Manutenção Caseira Land Rover Series - Parte 1

Já foi há algumas semanas mas deixo aqui o pequeno relato da manutenção que vou fazendo no Series.
Desta vez foi apenas a troca de oleo do motor e filtros de óleo e de gasóleo...

As fotos não são muitas porque para um "azelha" as mãos ficam demasiado sujas para agarrar na máquina fotográfica :)

Não que o óleo tivesse muitos quilómetros porque nos seus 500km anuais (no máximo!!!!) seria dificil chegar a uma quilómetragem elevada que obrigasse à mudança... a última vez que foi mudado foi seguramente há mais de 6 anos e como estava num nivel baixo decidi mudar.



Os filtros montados foram os de origem comprados por uma bagatela há uns tempos em UK.  O óleo, um Galp MultiDiesel 15W40, duas embalagens de 5 litros porque o Series leva quase 7 litros, incluindo filtro... e ainda sobra algum para os acrescentos.

Falando em filtro.. o copo onde está o filtro do óleo é de acesso dificil e um pouco complicado de sair. À custa disso fiquei com o chão um "pouco" oleado ... 

Outras acções estão na agenda mas por falta de tempo vão sendo feitas quando se pode.

João Carreira

quinta-feira, 6 de março de 2014

Manutenção Caseira Land Rover Defender - Parte 1

Os fins de semana, sempre que há algum tempo livre, têm sido dedicados a pequenas operações de manutenção e reparação dos Land Rover cá de casa.

Recentemente surgiu a necessidade de substituir as pastilhas de travão do Defender. Após uma primeira inspecção, verifiquei que as das rodas de trás necessitavam de ser substituidas urgentemente. Normalmente, e ao longo destes anos, tenho notado que as pastilhas de trás se gastam numa proporção 2 para 1 comparando com o desgaste das do eixo da frente.


 
Decidi mudar tudo, apesar das da frente estarem a meio uso, nunca gostei delas por serem demasiado duras e notar que o Defender não travava eficazmente. Eram uma Mintex que em tempos coloquei por falta de stock das usuais.

Agora surgiu a oportunidade de colocar algo melhor. Além das actuais Mintex sempre coloquei pastilhas de origem, compradas na marca apesar de na altura serem da Ferodo. Sempre quis experimentar as Greenstuff da EBC e esta pareceu uma boa oportunidade.

Após vários contactos cheguei aos seguintes preços:

- conjunto frente / trás comprado na LR: 180€
- conjunto frente / trás EBC Greenstuff, online UK: 152€
- conjunto frente / trás Ferodo, no comercio tradicional: 87€

Apesar de querer ter EBC dado o feedback que tenho recolhido das mesmas a escolha certa foram as Ferodo. Afinal, são o que sempre usei de forma camuflada ao serem adquiridas na própria LR, estarem a um preço imbativel mesmo comparando com o mesmo produto adquirido online lá fora e terem igualmente bom feedback. Às vezes temos tudo à porta de casa e dificultamos as coisas só porque pensamos que  lá fora é mais barato...

As referências das pastilhas da Ferodo, para o Defender 90 TD5, são então:

- Frente: FDB871
- Trás:    FDB844


A substituição das pastilhas é uma tarefa relativamente fácil. Com a ajuda de um macaco hidráulico e de umas preguiças para levantar cada eixo individuamente a tarefa fica facilitada. Mesmo quando as preguiças levantam apenas as rodas do chão uns escassos 2cm ... Antes de levantar as rodas convém aliviar as porcas das jantes e só então levantar o eixo. 

 


Depois, basta retirar as rodas completamente, tirar as cavilhas que mantêm as pastilhas no sitio e retirar o par de pastilhas de cada roda. Ao colocar as pastilhas novas deve ter-se cuidado ao fazer recuar e afastar os êmbolos dos bombitos para não os danificar nem danificar as próprias pastilhas.

Atenção a ter também em relação ao nivel do óleo de travões. Convém aliviar a tampa e verificar se o óleo não sai fora. Se se verificar que o óleo está em excesso convém tirar algum por forma que quando as 4 rodas tiverem sido substituidas o nivel esteja no máximo, com o carro nivelado.


A diferença entre as pastilhas novas e  as velhas é notória e o desgaste bastante visível.



Depois de colocadas as pastilhas no sitio, basta fazer tudo pela ordem inversa, ou seja, voltar a colocar as cavilhas, ter o cuidado de abrir uma das pontas para que não saiam com a vibração. No fim, colocar as rodas e baixar o eixo, retirando as preguiças.


No fim de trocadas as pastilhas nas 4 rodas verificar novamente o nivel do óleo de travões no reservatório, atestar até ao nível máximo ou retirar o excesso se for o caso e experimentar a travagem na estrada. 

ATENÇÃO que nos primeiros quilómetros a travagem não é tão eficaz. 

Ao fim de alguns quilómetros verifiquei um nível de travagem superior ao que tinha antes! Foi sem dúvida uma boa aquisição e uma boa maneira de passar uma tarde de sábado!

João Carreira